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Contenção Física: Como Fazer um Bom Uso Terapêutico

Você está procurando informações específicas sobre o tema da contenção física? Quer saber como e quando ela é aplicada e se há diferenças entre os casos? Neste artigo, você encontrará todas as informações de que precisa.

Em diferentes transtornos, podemos encontrar pacientes que devem enfrentar situações superiores aos recursos que possuem para lidar com elas. Por isso, podem entrar em uma crise que desencadeie uma explosão comportamental. Essas crises podem ser devidas à falta de controle de impulsos ou de gestão das emoções, dificuldades para aceitar limites (principalmente em crianças e adolescentes), em mostrar condutas prossociais, pouca tolerância à frustração e imediatismo, falta de habilidades para o planejamento ou dificuldades na aprendizagem por tentativa e erro.

O que é e o que você deve saber sobre a contenção física

A contenção física é um recurso terapêutico que se utiliza em situações extremas para manter sob controle condutas que implicam um perigo elevado para o próprio paciente, para outros ou para profissionais que estejam trabalhando na área. Além disso, devemos ter muito claro que a contenção é realizada depois que todas as outras técnicas e medidas alternativas que foram tomadas tenham fracassado.

Se o risco percebido for baixo, serão realizadas medidas básicas de segurança, como evitar que haja objetos próximos ao paciente que possam ser usados como “armas”. Se o risco for percebido como médio, começaremos a usar medidas de contenção verbal, mostrando uma atitude tranquila e afável, segura e firme, sem ser desafiadora ou autoritária. Finalmente, se o risco percebido for alto, tentaremos simplesmente conter o indivíduo ou isolá-lo do contexto que provocou a crise. Assim, recorrer-se-á à contenção física quando a conduta do indivíduo puser em perigo sua integridade ou a de outra pessoa.

Técnicas de contenção física

As principais medidas em uma contenção física para a prevenção de danos físicos em indivíduos que apresentam uma crise comportamental são:

– Afastar objetos que possam ser perigosos (óculos, canetas, relógios, anéis, notebooks, tesouras, etc.)
– Reduzir estímulos que provoquem inquietação (luz, ruídos, atividades).
– Ter um espaço de referência onde possa se tranquilizar, isolá-lo ou contê-lo (tanto física quanto verbalmente).
– Dispor de mecanismos para avisar a outros no caso de precisar de ajuda.
– Evitar usar o corpo como escudo próprio.
– Manter-se alerta, não relaxar mesmo que a situação pareça mais controlada.
– Não dar por finalizada uma crise até que não estejamos totalmente seguros.
– Aproximar-se sempre pela frente do indivíduo.

Uma vez realizadas todas as medidas preventivas possíveis de contenção física, levaremos em conta as medidas para a contenção física. Esta pode ser desde um único membro (como o braço) até a totalidade do corpo. Sempre devemos iniciar a contenção verbal e anunciar a intensidade da contenção. Também, no caso de a contenção ser realizada com mais de um profissional, apenas uma pessoa deve dirigi-la, de preferência a que tenha maior vínculo com o paciente em crise.

Se for pego pelos braços, é melhor que a contenção seja pelos pulsos e não pelas mãos. Dessa maneira, se quisermos isolá-lo do lugar onde explodiu, poderemos situar uma de suas mãos na nuca e a outra nas costas, acompanhando-o ao caminhar com nossa própria inércia.

Se conseguimos chegar ao ambiente de referência antes mencionado, trataremos de soltá-lo e voltar a realizar contenções verbais, sinalizando que entendemos como ele se sente e que nós também não gostamos de ter que realizar a contenção.

Como manejar um paciente agressivo com o uso da contenção física

Nos casos em que a agitação seja tão elevada a ponto de a contenção não ser suficiente, o lugar mais seguro para o paciente é o chão. Dessa maneira, o acompanharemos ao chão apertando sua panturrilha com nosso pé ou com nosso joelho, suavemente, até que consigamos tê-lo de bruços. Uma vez no chão, o mais seguro para o indivíduo é que sua cabeça esteja de lado com a bochecha tocando o chão e segurando suas costas. Assim, evitaremos autoagressões como cabeçadas ou mordidas.

No chão, falaremos com o paciente de forma calma e serena, e reforçando positivamente qualquer tentativa que ele faça para estar mais relaxado. Dessa maneira, ele será avisado de que, pouco a pouco, a pressão que realizaremos será menor, mas que se ele aumentar sua força, nós deveremos voltar a realizar mais pressão sobre ele.

Finalmente, quando observarmos que o paciente começa a voltar ao seu estado habitual, o conduziremos novamente a um lugar tranquilo e seguro, sem deixar de observar seu nível de tensão. Em função da problemática do paciente, trataremos de abordar o que aconteceu naquele momento ou será avisado que será realizado posteriormente ou em outra visita.

Todas essas técnicas e conhecimentos para o entendimento, aplicação e uso da contenção física são ministrados no Master em Psicologia Clínica Infantojuvenil.

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