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Prevenção e intervenção em sala de aula contra o Child Grooming

A relação entre adolescentes e sua forma de utilizar a tecnologia é um tema de grande interesse. Vivemos em uma época de mudanças sociais devido à influência da tecnologia.

[vc_custom_heading text=”Internet: Uma faca de dois gumes para jovens e menores” font_container=”tag:h3|text_align:left|color:%231e73be” google_fonts=”font_family:Asap%3Aregular%2Citalic%2C700%2C700italic|font_style:700%20bold%20regular%3A700%3Anormal” css_animation=”fadeInDown”][vc_row][vc_column][vc_column_text css_animation=”fadeInDown”]

A tecnologia faz com que o acesso ao universo da Internet seja massivo, fácil e imediato. As incalculáveis e variadas possibilidades que o mundo online nos oferece transformam esta ferramenta em uma faca de dois gumes.

Onde podemos encontrar soluções para problemas muito específicos, entretenimento de todo tipo, informações de toda classe, possíveis negócios, comunicação instantânea, etc., também podemos encontrar desinformação, golpes, oportunismos e ações ou condutas criminosas. Diante deste último panorama, é fundamental focar a atenção nos mais vulneráveis dentro de qualquer sociedade: as crianças e adolescentes.

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Hoje em dia, uma das formas pelas quais os menores podem ser vulnerados através da internet é o Child Grooming. Esta modalidade constitui uma série de condutas deliberadamente empreendidas por um adulto, através da internet, com o objetivo de ganhar a confiança ou amizade de um menor, de tal maneira que se crie uma conexão emocional com o mesmo, cujo objetivo é obter material sexual ou pornográfico. A finalidade seria a introdução do menor na prostituição infantil, a produção de material pornográfico ou a comissão de um abuso sexual.

É um grande risco que crianças e adolescentes caiam neste “engano”, podendo potencialmente desembocar em eventos, consequências e sequelas extremamente delicadas. Por isso, é importante não só estar ciente da existência do problema, mas também nos informar sobre como preveni-lo para poder intervir a tempo e salvaguardar a saúde física e mental do menor.

[/vc_column_text][vc_custom_heading text=”Como prevenir o Child Grooming?” font_container=”tag:h3|text_align:left|color:%231e73be” google_fonts=”font_family:Asap%3Aregular%2Citalic%2C700%2C700italic|font_style:700%20bold%20regular%3A700%3Anormal” css_animation=”fadeInDown”][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text css_animation=”fadeInDown”]

A primeira forma de prevenção de Child Grooming deve surgir no núcleo familiar, com diálogo e fazendo um acompanhamento responsável da relação da criança com a internet: páginas de internet em geral, páginas e softwares de chat e, fundamentalmente, as tão cotidianas redes sociais.

Por outro lado, é igual ou mais importante que esta conscientização seja reforçada dentro do ambiente onde a criança passará grande parte de seus dias: a sala de aula. É aqui que o menor reforçará determinados valores, hábitos e condutas sociais.

Algumas formas de prevenção e de intervenção que podem ser realizadas em sala de aula e que constituem uma forte ferramenta para evitar que os alunos se envolvam em casos de child grooming seriam as seguintes.

[/vc_column_text][vc_custom_heading text=”Child Grooming: Melhores práticas para evitá-lo” font_container=”tag:h3|text_align:left|color:%231e73be” google_fonts=”font_family:Asap%3Aregular%2Citalic%2C700%2C700italic|font_style:700%20bold%20regular%3A700%3Anormal” css_animation=”fadeInDown”][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text css_animation=”fadeInDown”]

Em primeiro lugar, é fundamental propor aos alunos um espaço e um momento reflexivo sobre a questão, informando-os e comentando as características que se apresentam e, sobretudo, concedendo-lhes conselhos e condutas práticas preventivas:

  • Não aceitar amizades de desconhecidos nas redes sociais.
  • Ignorar mensagens ou chats de destinos ou números desconhecidos, sejam ou não de conteúdo sexual.
  • Ignorar toda mensagem na qual nos seja proposto fazer algo do qual não temos certeza, seja ou não por parte de um desconhecido.
  • Não responder a mensagens ameaçadoras e ofensivas. Se isso acontecer:
    • Guardar as mensagens ameaçadoras como prova dos fatos ou evidências eletrônicas: capturas de tela, gravações, captura de imagens, etc.
    • Se conhecer a pessoa, pedir para que ela retire.
    • Entrar em contato com o administrador da página web para denunciá-lo.
    • Pedir ajuda a um adulto: pais, tutores, etc.
  • Não abrir nem baixar arquivos desconhecidos.
  • Não revelar a ninguém informações pessoais como idade, número de telefone, nome, dados sobre familiares, interesses pessoais, etc.
  • Evitar publicar nas redes conteúdos, vídeos, fotos, etc., que não queremos que sejam vistos por todos.
  • Não enviar fotos ou vídeos, sejam sexuais ou não, por mais insistente que seja o pedido.
  • Se o assediador fizer parte do ambiente educacional da vítima, comunicar aos responsáveis do Centro Educacional, de forma que o Plano de Ação possa ser implementado.

Estas recomendações sobre o Child Grooming são de caráter geral, e o fato de que dentro da sala de aula se proponha um espaço para refletir sobre o assunto pode ser reforçado com conversas familiares anteriores sobre o tema, ou bem, contextualizar e informar o aluno sobre algo que tenha sido ignorado por seus pais ou familiares.

[/vc_column_text][vc_custom_heading text=”Os centros educativos e o Child Grooming” font_container=”tag:h3|text_align:left|color:%231e73be” google_fonts=”font_family:Asap%3Aregular%2Citalic%2C700%2C700italic|font_style:700%20bold%20regular%3A700%3Anormal” css_animation=”fadeInDown”][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text css_animation=”fadeInDown”]

Particularmente, o trabalho em sala de aula e na instituição educativa em geral nos proporciona múltiplas e ricas possibilidades para focar a problemática do Child Grooming. Uma boa estratégia é a articulação entre matérias e/ou professores. Assim, por exemplo, seria altamente produtivo que se dedique tempo das aulas de informática para ensinar os alunos a gerenciar a privacidade de seus perfis sociais: escolha de senha, identificação de perfis falsos, como modificar e gerenciar a configuração de privacidade dos mesmos, etc.

Outra tática de prevenção de Child Grooming que costuma ser utilizada em sala de aula é a apresentação de casos reais, seja exposto pelo docente, ou comentado em primeira pessoa por uma vítima de Child Grooming. Esta estratégia é comumente utilizada para envolver emocionalmente o aluno a fim de que este possa desenvolver empatia em relação à vítima e não minimize a questão ou interprete que está isento de perigo.

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Autor: Silvia Martín

Trajetória profissional focada no mundo educativo. Experiência de 18 anos conciliando a docência com funções de coordenação e desenvolvimento de projetos educativos. Minha missão tem sido assessorar e guiar os alunos a se formarem e a tomarem decisões que afetem seu âmbito profissional. Licenciada em Filologia Inglesa. Especialista em Coaching Educacional e Didática do Inglês no Ensino Médio. Especialista em Inglês para o setor da Saúde e em inglês para Apresentações e Estudos de Pesquisa. Especialista em Educação em valores e Inteligência Emocional em Adolescentes. Mestre em E-Learning e Redes Sociais. Especialista em novos desafios em Tecnologia Educacional. Doutoranda em Literatura Inglesa, especialidade Literatura Gótico-Romântica

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