A dependência de TICs é um dos problemas mais importantes hoje em dia, pois passamos o dia rodeados por elas e é difícil não estar conectado 24 horas por dia.
No entanto, para além do seu uso abusivo de TICs, elas também acarretam outros riscos, como o acesso a conteúdos inapropriados, o cyberbullying ou a perda de privacidade.
Cyberbullying e Privacidade nas Redes Sociais
Por exemplo, no caso das redes sociais, é relativamente fácil aceder não só a conteúdos pornográficos ou violentos, mas também não apresenta grande dificuldade a transmissão de mensagens xenófobas, que incitem a transtornos de comportamento alimentar como a anorexia, as automutilações, o suicídio ou mesmo comportamentos de risco.
Também existe o risco de criar uma identidade fictícia, potencializada por um fator de engano, autoengano ou fantasia. Assim, por exemplo, os adolescentes flertam bastante virtualmente porque “se inibem” menos. No entanto, facilita-se a confusão entre o íntimo, o privado e o público, o que pode favorecer o mau uso de informações privadas por parte de pessoas desconhecidas e fomenta comportamentos histriónicos e narcisistas ou, claramente, distorcedores da realidade, por exemplo, exibir o número de “amigos” adicionados.
Que riscos o uso das redes sociais acarreta para adolescentes?
- Privacidade e segurança. Compartilham dados que violam a privacidade e a segurança.
- Cyberbullying. O assédio escolar através das redes tem afetado adolescentes há algum tempo; começou através do Messenger para mais tarde se expandir através do Facebook, Twitter – com os chamados para automutilação em grupo e, atualmente, através do Instagram.
- Possível dependência. Por exemplo, o Instagram é uma das redes sociais que cria maior dependência; é fácil de instalar, fácil de usar e baseia-se no seu caráter visual.
- Tendência a alguns transtornos psicológicos. Se passarem mais de duas horas por dia em redes sociais como o Instagram, os adolescentes são mais propensos a sofrer de sintomatologia ansioso-depressiva, transtorno dismórfico corporal, TCA, traços de personalidade narcisista, histriónica e esquizoide, assédio escolar e/ou laboral e outros problemas emocionais ligados a automutilações. A maioria desses sintomas está oculta por trás de insegurança, inquietação, baixa autoestima, insônia ou preocupação. E, não menos importante, gerar menor quantidade de curtidas que um amigo, produz quadros de ansiedade e frustração. Da mesma forma, aparecem quadros de insônia.
- “Síndrome de FOMO” ou medo de ficar de fora da rede ou de perder algo. Por isso, é importante trabalhar o sentido do eu para que o adolescente aprenda a valorizar-se e não depender unicamente do reforço externo.
- Automutilações e ideações suicidas. Os adolescentes comunicam-se, no Instagram, através de imagens e hashtags com os outros usuários. Em algumas ocasiões, esses hashtags servem para divulgar comportamentos tão perigosos como as automutilações.
Orientações para pais sobre o uso de redes sociais
- Crianças menores de 13 anos não devem ter nenhum tipo de perfil em redes sociais – nem sozinhas nem acompanhadas – em nenhuma rede social.
- Os pais devem ter acesso direto e habitual ao Instagram de seus filhos.
- O perfil dos menores deve ser fechado.
- Controlar as fotos que são publicadas pelos menores.
- Dialogar com seus filhos sobre a necessidade de se protegerem e cuidarem.
- Manter regras entre pais e filhos sobre o uso das redes sociais e, especialmente, do Instagram.
- Estabelecer um controle parental para menores de 13 anos.