Universidad ISEP

Transformando o alerta sanitário em uma oportunidade

A situação de crise vivida nos últimos meses marcou um antes e um depois na vida de muitas pessoas, especialmente no que diz respeito à saúde e bem-estar emocional.

As informações que foram surgindo ao longo desses meses sobre saúde mental e, vendo os efeitos que essa situação teve na população em geral, levaram Gabriela Ramírez e Eduardo Lantigua, ex-alunos do Mestrado em Psicologia Clínica e da Saúde, a questionar como poderiam levar à população informações sobre gestão emocional neste momento, a fim de ajudá-los a lidar com suas emoções da melhor forma possível.

Após entrevistar pessoas que já estavam confinadas em suas casas por duas a três semanas, observaram que os sintomas mais comuns que afetavam seu estado emocional eram relacionados à ansiedade, depressão, escassez de soluções e uma visão negativada da situação. Foi neste ponto que perceberam que a população precisava de algum recurso que lhes permitisse enfrentar essas frustrações, e foi assim que os psicólogos Gabriela Ramírez e Eduardo Lantigua, juntamente com os designers Éléa Khadre e Unai Abersasturi, criaram Sayf.

Sayf. é um aplicativo que tem como objetivo disponibilizar aos usuários um espaço onde possam expressar livremente seus sentimentos, tanto de forma pública quanto privada. Dessa forma, os usuários podem manter um registro emocional onde podem ver o progresso de seu humor e analisar qual foi a emoção mais comum ao longo de um determinado período de tempo.

Além disso, o fato de o usuário poder compartilhar suas emoções com os demais usuários do Sayf. contribui para criar um sentimento de pertencimento a uma comunidade. É neste ponto que entram em jogo os perfis profissionais que fazem parte da comunidade Sayf., pois estes serão responsáveis por liderar as diferentes comunidades que forem criadas em função de suas áreas de expertise.

Da mesma forma, este fato representará para alguns usuários do Sayf. seu primeiro contato real com um profissional da área de saúde mental com quem poderão iniciar uma terapia de acordo com suas necessidades.

Segundo Gabriela Ramírez, este fato abriu a possibilidade para que os profissionais de saúde explorem um terreno diferente do que estavam acostumados até agora, ampliando assim o alcance de sua profissão.

Assim, não é de estranhar quando Eduardo Lantigua confessou que “Sayf. era mais do que um aplicativo, pois se tratava de uma ferramenta que beneficiaria tanto os usuários que a utilizassem quanto os perfis profissionais que fariam parte desta comunidade”.

Além da criação do Sayf., tanto Eduardo Lantigua quanto Gabriela Ramírez destacaram que sua passagem pelo ISEP contribuiu favoravelmente para o desenvolvimento do aplicativo, pois foi durante o Mestrado que começaram a conhecer profissionais da área da saúde de outros países, ao mesmo tempo em que constataram a importância da psicoeducação em um campo como o da saúde mental.

No caso de Gabriela Ramírez, ela reconhece que este projeto a lembrou muito do módulo ISEP Lidera, no qual aprendeu não apenas a estrutura que um projeto dessa magnitude deveria ter, mas também os aspectos a serem considerados ao realizá-lo.

Além disso, a psicóloga acrescenta que, graças a todas as ferramentas fornecidas e aos valores que lhes foram incutidos pelo ISEP, puderam aplicá-los no Sayf., o que sem dúvida beneficiou o projeto.

Por sua vez, Eduardo Lantigua reconhece que, após ter estudado no ISEP e trabalhado no desenvolvimento do Sayf., agora possui um maior número de ferramentas tanto profissionais quanto pessoais.

Igualmente, Eduardo destaca que este projeto representou um grande desafio para ele, pois todo o trabalho teve que ser desenvolvido online, devido à participação não apenas de profissionais de diversos países, mas também com perfis profissionais muito distintos. No entanto, o psicólogo admite que aprendeu muito com toda a equipe e que isso lhe permitiu tirar um proveito maior da situação.

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