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Dislexia, Conhecimento e Intervenção

[vc_row][vc_column][vc_column_text]Alunos com dificuldades para ler corretamente, com fluência, omissões, erros de ortografia, dificuldades com grafemas e fonemas, desatenção, não saber os dias da semana, não aprender a tabuada, etc. Professores que não sabem identificar os indicadores da dislexia, alunos desmotivados e com baixa autoestima e pais preocupados e desorientados.

Infelizmente, são situações que se repetem no dia a dia de nossas salas de aula. Estima-se que 10% dos alunos têm dislexia. Ainda assim, o número aumentaria perigosamente se fosse detectado com maior precisão, já que a imensa maioria dos casos é confundida com alunos preguiçosos, desatentos e desmotivados.

O que é a dislexia?

Baseando-nos na definição da Associação Internacional de Dislexia (IDA, 2002; Lyon, Shaywitz e Shaywitz, 2003), é uma Dificuldade Específica de Aprendizagem (DEA) de origem neurobiológica, caracterizada pela presença de dificuldades na precisão e fluência no reconhecimento de palavras (escritas) e por um déficit nas habilidades de decodificação (leitura) e soletração.

Sintomas da dislexia

Em consequência da dislexia, esses alunos apresentam dificuldades na compreensão leitora, erros de ortografia, pouca fluência na leitura, o que lhes causa problemas com a linguagem escrita e oral. No entanto, eles têm um desenvolvimento adequado à sua idade, já que outras habilidades cognitivas se desenvolvem normalmente, possuindo um Quociente de Inteligência compatível com sua população e idade. Em relação à memória de trabalho, não apresentam dificuldades na memória de longo prazo, mas sim na memória de curto prazo, o que lhes causa dificuldades em matemática (cálculo, aprender a tabuada, dias da semana, etc.).

Dislexia e fracasso escolar

Infelizmente, muitos dos alunos com dislexia não recebem a intervenção psicopedagógica nem fonoaudiológica necessária para reabilitar suas dificuldades e continuar avançando em seu aprendizado motivados e com boa autoestima. Muitos deles passam despercebidos, sendo avaliados da mesma forma que os demais colegas e não recebendo a intervenção baseada em suas necessidades educativas. Esses alunos têm baixo autoconceito, pensam que não são bons para estudar, muitos abandonam seus estudos ou terminam o ensino básico e param de estudar.

Neste ponto, é vital tomar consciência e se capacitar no conhecimento da dislexia. Os psicopedagogos e fonoaudiólogos que trabalham com alunos precisam saber detectar a dislexia, quais testes padronizados são utilizados e como realizar uma intervenção educativa de acordo com as necessidades do aluno. Da mesma forma, o corpo docente deve receber a formação necessária para saber identificar os indicadores da dislexia e saber encaminhar ao psicopedagogo ou fonoaudiólogo.

É importante explicar à família o que é a dislexia de seu filho e saber transmitir-lhes tranquilidade e esperança, já que um aluno com dislexia é capaz de seguir o mesmo processo de aprendizagem que os demais colegas, terminar os estudos com um bom perfil profissional e ter boa autoestima e motivação. Isso sim, desde que sua diversidade seja respeitada, as diretrizes educativas necessárias sejam adequadas e ele receba o apoio psicopedagógico, escolar e familiar.

A dislexia é uma alteração amplamente tratada no Mestrado em Patologias da Linguagem e da Fala que o ISEP oferece na modalidade Online. Se você se interessa, informe-se![/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]

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