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Guia prático: Reabilitação do Edema de Reinke

Edema de Reinke: Diagnóstico e tratamento

O edema de Reinke é bilateral, raramente observado em uma única corda vocal e afeta tanto homens quanto mulheres. É o resultado de um estímulo crônico causado na maioria das vezes pela fumaça e envolve um acúmulo de líquido (edema) no espaço entre o músculo vocal e a mucosa que o recobre.

O sintoma principal é uma alteração persistente da voz (disfonia) e pode apresentar também tosse e pigarro. Quando o edema é significativo, pode levar também a dificuldades respiratórias.

Em outros casos, a disfonia pode ser um sintoma da presença de um pólipo nas cordas vocais ou de uma formação cística dentro delas.

Uma boa gestão do edema deve incluir inicialmente o controle das causas que produzem a irritação. Em particular, o paciente que consegue interromper o consumo de tabaco, acompanhando esta fase com uma terapia fonoaudiológica, poderia obter uma diminuição do edema (caso não seja muito grande), evitando qualquer tipo de operação. Através da terapia, pode-se restabelecer um correto equilíbrio entre a respiração e a emissão vocal, solucionando os defeitos na utilização do órgão fonador.

Para a correta recuperação da voz, é importante que, tanto antes quanto depois da intervenção, o paciente realize sessões de reabilitação vocal. Nelas, o fonoaudiólogo deverá elaborar um programa de exercícios que facilitem novos hábitos posturais, de respiração e de fonação.

No caso de querer aprender como dar mais atenção à voz melhorando o desempenho, várias estratégias são sugeridas, incluídas no Mestrado em Reabilitação da Voz

Cirurgia do Edema de Reinke

Uma das perguntas mais frequentes entre os afetados pelo edema de Reinke é: quanto tempo leva uma cirurgia de edema nas cordas vocais? Pode acontecer que os nódulos se tornem grandes e a terapia fonoaudiológica possa ser ineficaz. Neste caso, o tratamento do edema de Reinke requer uma cirurgia. A operação é distribuída em duas sessões separadas. A cirurgia do edema de Reinke é realizada com anestesia geral, introduzindo pela boca um laringoscópio rígido que permite a visualização direta do plano da corda vocal. Com a ajuda de um microscópio cirúrgico e com instrumentos de microcirurgia especializados, todos os procedimentos necessários são realizados para eliminar o edema sem danificar as cordas vocais. Além disso, esta metodologia permite obter um diagnóstico sobre a natureza dos mesmos.

Em caso de encontrar circunstâncias particulares durante a operação, pode-se considerar a possibilidade de utilizar o laser para eliminar as lesões.

A cirurgia do edema de Reinke é realizada em uma sessão de 15 minutos e geralmente requer um período pós-operatório de 2 semanas.

Reiki, Renke, Rinke, Reiken?

A forma correta de escrever esta condição é Reinke, embora muitas pessoas a chamem de ‘edema de renke‘ (removendo o ‘i’), ‘edema de rienke’ trocando a ordem das vogais ou ‘edema de reink‘, talvez se ajustando à maneira usual com que tendemos a encurtar palavras que desconhecemos. Um problema maior, se dito errado em uma conversa, é chamá-lo de ‘edema de reiki‘, onde se está juntando uma técnica oriental de canalização e transmissão de energia vital através da imposição de mãos, utilizada para obter paz e equilíbrio em todos os níveis, com uma doença como o edema. Tente não chamar Edema de Reiki de Edema de Reinke se quiser evitar uma situação embaraçosa.

Para concluir, recomendamos o guia prático, elaborado pela fonoaudióloga Violeta Rams Montesinos, onde o fonoaudiólogo poderá orientar seu tratamento ao paciente com Edema de Reinke. Trata-se de uma proposta de exercícios possíveis, sem esquecer que cada caso é único e a terapia deve ser personalizada de acordo com as necessidades e capacidades do paciente em questão.

Consulte o Guia prático: Reabilitação do Edema de Reinke*

*Publicado no nº 61 da revista Logopedia.mail, de 1º de abril de 2013. Autora Violeta Rams Montesinos

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