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A Influência da Inteligência Emocional Percebida e da Impulsividade no Consumo de Cannabis em Adolescentes

Inteligência Emocional

Através de um estudo realizado com adolescentes e jovens de uma escola em Lérida, avaliou-se a influência que a Inteligência Emocional e a Impulsividade da Pessoa podem ter na probabilidade de consumir maconha.

O que é a Inteligência Emocional?

A Inteligência Emocional é o conjunto de habilidades responsáveis por:

  • Perceber, avaliar e expressar as emoções.
  • Facilitar e assimilar as emoções.
  • Compreender, analisar e utilizar o conhecimento sobre as emoções.
  • Regular as emoções para promover o crescimento pessoal.

Essas habilidades emocionais ganham especial relevância no consumo de cannabis, sendo uma má regulação emocional um importante preditor deste.

O que é a Impulsividade?

A impulsividade é uma predisposição a reagir de forma brusca ou não planejada diante de situações ou eventos da própria pessoa ou de seu ambiente, sem pensar muito sobre as possíveis consequências. Considera-se que este aspecto está muito envolvido na probabilidade de experimentar alguma droga, sendo o bom autocontrole um fator de proteção contra o consumo de cannabis.

O consumo de cannabis é atualmente visto como uma problemática por uma multidão de países. Estudos têm evidenciado o impacto desta substância a nível neurológico, destacando o impacto na atenção e na memória e o efeito que se comprovou exercer nas relações de amizade, vida social, saúde mental, escolaridade e trabalho.

Estudo de Caso

Os 111 estudantes do 4º ano do ESO e Ciclos Formativos responderam a um conjunto de escalas amplamente validadas (TMMS-24 para a Inteligência Emocional percebida e BIS-II para a Impulsividade), bem como a um registro do consumo de cannabis/haxixe.

Os consumidores obtiveram pontuações significativamente menores em clareza emocional, refletindo maiores dificuldades para identificar, definir e expressar suas emoções.

“Os consumidores de cannabis têm menos clareza sobre os sentimentos e emoções que experimentam em comparação com as pessoas que nunca o consumiram.”

As pontuações obtidas pelos consumidores em relação à chamada reparação emocional foram significativamente inferiores em comparação com aqueles que nunca haviam consumido maconha. Portanto, eles percebiam ser mais difícil compreender e gerenciar suas emoções, tornando mais difícil moderar as emoções negativas e potencializar as positivas.

“Aqueles que já consumiram cannabis alguma vez têm mais dificuldades para gerenciar estados de ânimo negativos, assim como para potencializar os positivos.”

Deste estudo, conclui-se que ter boas habilidades para identificar os próprios sentimentos e os dos outros, assim como uma boa capacidade para gerenciá-los, são fatores de proteção contra o início do consumo de cannabis.

Será de grande importância a intervenção neste processo crítico do desenvolvimento que é a adolescência, para a aquisição de ferramentas benéficas para uma gestão emocional satisfatória e, portanto, para alcançar bem-estar e prevenir o consumo de drogas.[vc_cta h2=”Robert Cotonat Gracia” h4=”Autor” style=”3d”]

Aluno do Mestrado em Terapias de Terceira Geração e Aplicação de Novas Tecnologias. Psicólogo nas áreas clínica, educacional e social.

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