A psicologia clínica do novo século tem como objetivo alcançar o bem-estar psicológico. Nas últimas décadas, vários modelos científicos explicativos do bem-estar foram elaborados, reconduzíveis a duas grandes concepções básicas do bem-estar: hedônica e eudaimônica. Um dos mais relevantes foi elaborado por Carol Ryff (1989) e reconhece que o bem-estar não é um fenômeno simples, mas resulta do funcionamento psicológico ótimo em seis dimensões distintas. Do ponto de vista clínico, o modelo de Ryff encontrou várias aplicações. O protocolo Well-being Therapy integra a concepção multidimensional de Ryff em um esquema terapêutico cognitivo-comportamental orientado para a otimização do funcionamento psicológico.
Paralelamente, no âmbito da Musicoterapia, ferramentas têm sido desenvolvidas visando o crescimento psicológico do ser humano a partir da autoexploração, da autocompreensão, da experimentação e do fortalecimento de seus próprios recursos psicofísicos. Ajudar o paciente a explorar e tomar consciência de suas próprias emoções, o insight, é talvez o primeiro e mais profundo objetivo que um musicoterapeuta se propõe. Sendo o insight o eixo em torno do qual técnicas como a Well-being Therapy se propõem a alcançar um maior bem-estar psicológico, é intuitivo supor que uma interseção com a Musicoterapia possa aumentar significativamente o alcance de tais técnicas.
Esta é a introdução do trabalho de conclusão de Mestrado de Albert Asero, aluno do Mestrado em Musicoterapia do ISEP. Seu objetivo é precisamente propor uma possível interseção entre o protocolo cognitivo-comportamental Well-being Therapy e a técnica de insight mediante audição musical em estado de sonho proposta pela denominada Guided Imagery and Music (GIM).
Baixe a monografia A Musicoterapia no protocolo Well-Being Therapy.