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LEGO Education

Hoje em dia, o sistema educacional atual baseia-se, em sua maioria, em um modelo padronizado e igual para todos. Por outro lado, há escolas que apostam em um modelo inovador, integrando diversos conceitos e teorias como as inteligências múltiplas de Gardner ou a aprendizagem significativa, para dar forma a um novo modelo de ensino e novas atividades.

LEGO Education é uma das atividades propostas e, embora nos concentremos apenas na fase infantil, possui várias alternativas para os mais velhos. Como eu disse, pretende-se integrar a aprendizagem significativa, ou seja, que se aprenda experimentando e descobrindo por si mesmo, já que se consegue recordar, a longo prazo, uma porcentagem muito maior do que lendo o conteúdo ou ouvindo o professor. Para isso, LEGO Education tem um modelo que chamam de Four Cs (Quatro Cs) que consiste em:

Conectar. Nesta fase, é apresentado um problema ou uma tarefa a ser concluída às crianças e elas são incentivadas a buscar soluções, fazer perguntas e imaginar diferentes possibilidades antes de começar.

Construir. Como é lógico, há uma fase de construção, na qual existem dois tipos de construções. Em uma, as crianças constroem artefatos do dia a dia que lhes permitem conhecer o funcionamento básico destes. Na segunda, podem criar artefatos mais complexos que trarão mais conhecimento, fechando assim um ciclo virtuoso.

Contemplar. É hora de falar sobre o que aprendemos na fase de construção e compartilhar esses conhecimentos ou ideias com nossos colegas.

Continuar. Cada tarefa termina com uma nova atividade em que tudo o que foi aprendido é usado para manter um estado de motivação intrínseca.

Todas essas tarefas são realizadas em grupos de 2 ou 3 crianças, para fomentar a comunicação e a aprendizagem, já que as soluções que elas apresentarem muitas vezes serão melhores trabalhando em equipe. As construções são realizadas de forma que a primeira criança fornece as peças (2 ou 3 peças) à segunda para que as coloque; uma vez colocadas, o papel é trocado. No caso dos grupos com três crianças, a terceira verifica se as peças estão bem colocadas e os papéis giram da mesma forma.

Assim, essas atividades são uma boa motivação tanto para crianças com TEA (Transtorno do Espectro Autista), dado o material e a temática de aprendizagem (lógica e mecânica) que costumam agradá-las, quanto para os responsáveis pelo bem-estar dessas crianças pelo fato de trabalharem as habilidades sociais (turnos de fala, modos, olhar nos olhos…) de um modo mais dinâmico e divertido, mantendo assim a motivação.

Além de ter esses materiais focados na aprendizagem lógica e mecânica, apresentam outros muito interessantes para nossa terapia, como o StoryTales (para maiores de 2 anos), o StoryStarter (para maiores de 6 anos) ou o BuildToExpress (para maiores de 6 anos). Os dois primeiros são pensados para acentuar a imaginação com construções que relatam histórias criadas pelas crianças. O terceiro consegue trabalhar (além da imaginação) as metáforas e a expressão emocional através de construções coloridas.

Esses últimos materiais mencionados permitem ao terapeuta (com as habilidades adequadas) extrair muita informação das histórias que contam e das projeções que realizam.

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