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Mestrado oficial ou título próprio?

Frequentemente surge a dúvida sobre a natureza distinta dos mestrados oferecidos em nosso país. A pergunta sobre se um mestrado é “oficial” ou não, se é “reconhecido” ou não, ou se é ou não um mestrado “universitário” é formulada comumente, fruto em muitos casos da confusão e da desinformação sobre esses temas. Trataremos de resolver essas dúvidas de forma clara e simples em poucas linhas.

Em termos gerais, poderíamos dizer que há dois tipos de mestrados: os acadêmicos e os profissionalizantes. Atualmente, a maioria das universidades oferece híbridos: ou seja, que misturam os conteúdos acadêmicos com os profissionalizantes. De fato, com a reforma de Bolonha, estes vieram a substituir os clássicos doutorados, compartilhando com eles o objetivo de formar pessoal pesquisador e docente universitário.

No entanto, na maioria dos casos, o objetivo de um aluno no momento de escolher um ou outro mestrado não é desenvolver uma carreira acadêmica, mas sim desenvolver uma carreira profissional. Assim, o que o aluno requer é uma formação muito prática, afastada do enfoque acadêmico dos oficiais, embora não por isso menos rigorosa, sistemática e exaustiva. Os mestrados profissionalizantes têm como objetivo formar profissionais que saibam diagnosticar com precisão um caso e tratá-lo mediante as estratégias terapêuticas e clínicas mais adequadas. Por esse motivo, os professores que ministram os distintos módulos de um mestrado desse tipo são profissionais em atividade, com uma ampla e vasta experiência na abordagem terapêutica e clínica dos diversos transtornos e dificuldades presentes nas áreas em que desenvolvem sua atividade. Esses profissionais não apenas transmitem seus conhecimentos teóricos, mas, muito principalmente, transmitem ao aluno suas experiências acumuladas ao longo de anos de prática clínica, mediante técnicas metodológicas muito dinâmicas e extremamente práticas.

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