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Modos de Entrada em Mercados Estrangeiros Não Tradicionais

Atualmente, o ambiente em que as empresas se encontram aponta para um caminho com barreiras de crescimento devido à alta competitividade e demanda do mercado, o que as obrigou a intensificar a busca por novas alternativas que lhes permitam crescer e se consolidar. Para as empresas que decidem crescer através da incursão em novos mercados estrangeiros, a globalização se torna um meio que lhes proporciona conhecimento de novos espaços, ferramentas e as compromete a transcender em um panorama de transformação. Dessa forma, elas integram novas estratégias que lhes permitem desenvolver novas capacidades de adaptação, avançar em processos de aprendizagem e ter uma visão global que as encaminha a obter maiores recursos com o objetivo de alcançar níveis de competitividade, minimizar riscos e obter números positivos de crescimento.

Da mesma forma, a seguinte pesquisa é realizada, com o objetivo de apresentar os modos de entrada não tradicionais que estão aproveitando as novas formas de fazer negócios nas indústrias globais, considerando uma gama mais ampla de atividades disponíveis para as empresas, bem como adotar novas perspectivas teóricas para compreender os fenômenos da internacionalização.

Em particular, a ênfase é dada a quatro categorias de modos de entrada não tradicionais, de acordo com a Revista de Estudos Comerciais Internacionais:

Postos Avançados de Inovação

Os postos avançados de inovação referem-se a equipes focadas nas entradas e saídas de conhecimento que impulsionam a inovação na empresa. Aqueles que adotam esta estratégia têm a capacidade de explorar novas ideias tecnológicas, modelos comerciais e conhecimentos de gestão que não estão disponíveis internamente ou não são expostos nas redes comerciais.

Para isso, a empresa deve estabelecer algumas de suas operações no país estrangeiro, embora essas operações não exijam investimentos estrangeiros diretos, estabelecimento de filiais ou escritórios de vendas no mercado estrangeiro, nem mesmo acordos contratuais formais. Além disso, este modo não busca criar recursos financeiros, mas se baseia na obtenção de conhecimento sobre novas tecnologias, inovação em produtos e processos.

Essas estratégias de entrada são particularmente críticas em uma era digital onde a conectividade sem precedentes está melhorando a capacidade da empresa de criar redes de parceiros ou networking sem entrada tradicional.

Presença Virtual

Este modo de entrada destaca como as empresas podem aproveitar as vantagens já existentes nos mercados potenciais enquanto mantêm pouca ou nenhuma presença física no país. Este método é possível graças à evolução tecnológica nos últimos anos, pois permite que as empresas entrem em países estrangeiros através da aquisição direta de clientes ou usuários e da entrega de produtos (impressão 3D) ou serviços (downloads), evitando a necessidade de estabelecer relações internacionais formais, além do investimento em pontos de venda físicos.

Embora as empresas que pertencem especialmente às indústrias de serviços digitais tenham uma maior vantagem para acessar dessa maneira, pois podem explorar suas tecnologias digitais em qualquer território estrangeiro adquirindo clientes ou usuários através de canais digitais. No entanto, as empresas baseadas em produtos podem fazer uso dessas tecnologias sem presença física, já que podem estabelecer plataformas que lhes permitam criar um canal direto com o consumidor e assim poder distribuir ou fazer chegar a mercadoria a qualquer lugar onde se encontre.

Ecossistemas Gerenciados

Os modos de entrada em ecossistemas gerenciados lidam com as entradas estrangeiras de plataformas multicanais, nas quais as empresas aproveitam sua infraestrutura digital específica e, ao mesmo tempo, realizam operações localizadas.

Esses tipos de entrada de presença virtual, embora ambos forneçam um veículo para que a empresa aproveite as vantagens específicas da empresa em um mercado estrangeiro. No entanto, eles exigem que a empresa estabeleça uma presença no país estrangeiro para cumprir a legislação local, ganhar legitimidade, conectar-se com redes locais e criar valor para os clientes/usuários.

Acesso a Capital

Este método refere-se às entradas no mercado estrangeiro para buscar e obter acesso a novos recursos financeiros e, ao mesmo tempo, realizar poucas ou nenhuma outra atividade no mercado de destino. No entanto, esta estratégia de entrada, ao contrário da forma tradicional, busca receber investimentos estrangeiros em vez de investir neles, como é feito na forma tradicional.

Existem múltiplos meios para incursionar através deste método, como ofertas públicas iniciais (IPOs), ofertas de ações experientes (SEOs), listagens cruzadas em mercados de valores estrangeiros, empréstimos bancários, emissões de títulos estrangeiros, compromisso com empresas de capital privado, sindicatos de investimento internacionais, capital de risco estrangeiro (VC), fundos soberanos de riqueza (SWF), bem como vários canais informais de capital social (Filatotchev, Bell, & Rasheed, 2016).

Empresas como Alibaba e Aramco buscaram IPOs nos EUA sem operar ou ter ativos físicos no país “anfitrião”. Da mesma forma, muitas startups e outras empresas jovens recebem financiamento de capitalistas de risco estrangeiros enquanto permanecem em seus países de origem e é mais provável que essas empresas listem posteriormente em bolsas estrangeiras. Da mesma forma, atualmente observa-se um aumento recente no interesse de pesquisa sobre tais entradas com o objetivo de internacionalizar empresas com panoramas positivos.

Conclusão

Neste contexto, pode-se concluir que a abertura de fronteiras e as aspirações orientadas para o crescimento das empresas se articulam na adoção de estratégias de entrada onde surgem novas possibilidades de participação e opções para o desenvolvimento de novos mercados. As quais respondem às condições do mercado, pois através delas se consegue posicionar marcas, reduzir custos em toda a cadeia de valor, consolidar mercados, criar sinergia entre aliados estratégicos, cooperação comercial e ser sustentável ao longo do tempo.

A escolha das formas de entrada baseia-se nas necessidades da empresa e no comportamento do mercado, pois não há uma que se caracterize como a melhor opção. Em suma, não se pode determinar qual estratégia é a mais conveniente, já que cada caso tem um tratamento particular e os resultados ficam sujeitos a inúmeras variáveis de tipo econômico, social, cultural, político, legal, demográfico, inclusive à classe de resposta do país anfitrião, à natureza e tamanho da empresa, à classe de produto ou serviço que se oferece, ao mercado ao qual o produto ou serviço é dirigido e ao alcance da pauta publicitária, entre outros. A empresa conta com inúmeras opções estratégicas que devem ser ajustadas e adaptadas a cada situação, a fim de garantir o sucesso na busca do crescimento da empresa no exterior.

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