A Doença de Parkinson (DP) foi cunhada como termo em 1817 por James Parkinson. No próximo post, falaremos sobre como realizar um programa de intervenção em pacientes que sofrem de Parkinson com início de demência.
O que é a doença de Parkinson?
Micheli (2006) descreve a Doença de Parkinson como um transtorno neurodegenerativo do sistema nervoso, que produz danos e degeneração dos neurônios da substância negra que são os responsáveis por produzir dopamina, neurotransmissor necessário para que o movimento do corpo ocorra corretamente.
Sintomas do Parkinson
Seus sintomas se agrupam em duas áreas: motores e não motores. Os sintomas motores são: bradicinesia, tremor em repouso, rigidez, instabilidade postural. Enquanto os sintomas não motores são: transtornos do sono, dificuldades cognitivas, transtornos neuropsiquiátricos, comportamentais e alterações da fala e deglutição. (Santos e Macías, 2010). O tratamento farmacológico recomendado é com Levodopa e para tratar a demência Rivastigmina, mas sem dúvida o que mais resultados está dando é a combinação de fármacos e Estimulação Cognitiva (EC) ou Reabilitação Cognitiva (RC). (Espert e Villalba, 2014)
Os objetivos do Programa de Intervenção
O Programa de Intervenção para a Doença de Parkinson tem como objetivos terapêuticos alguns dos seguintes: Proporcionar informações suficientes sobre a doença, estimular as capacidades mentais e o desempenho cognitivo, melhorar a autonomia das Atividades da Vida Diária (AVD) e fomentar a vida ativa, fomentar a autoestima e melhorar a sintomatologia dos transtornos comórbidos, melhorar a qualidade de vida do cuidador ou acompanhante ou ensinar técnicas de relaxamento para combater o estresse. Este programa se divide em 5 módulos: o módulo 0 se baseia na psicoeducação da DP e será ministrado por um psicólogo e um neurologista. O módulo 1 é baseado na Estimulação Cognitiva (EC) e será ministrado por um psicólogo ou um neuropsicólogo. O módulo 2 é composto por Atividades da Vida Diária adaptadas, e será ministrado por psicólogos, terapeutas ocupacionais ou fisioterapeutas. O módulo 3 é sobre os hábitos saudáveis (sono, alimentação e exercício físico) e será ministrado por psicólogos, fonoaudiólogos e fisioterapeutas. O módulo 4 compreende estratégias psicológicas para a Doença de Parkinson (DP) e será realizado por um psicólogo. E o último módulo é baseado em atividades de lazer familiares.
Avaliação psicológica em pacientes com Parkinson
Para a avaliação psicológica dos pacientes, são utilizadas as seguintes medidas psicométricas: o teste MMSE e a escala GDS. Para os possíveis transtornos comórbidos que possam se desenvolver, são fornecidos o BDI-II, a escala STAI, a escala ECIRyC e o teste Y-BOCS. A avaliação dos familiares ou acompanhantes é realizada por meio da escala de carga do cuidador CBI e do questionário CSCV.
Este trabalho busca realizar um Programa de Intervenção para a Doença de Parkinson baseando-se nas necessidades físicas e emocionais que possam surgir nos pacientes. A proposta visa alcançar tanto aqueles que sofrem da doença quanto aqueles que acompanham ou cuidam durante todo o processo degenerativo da doença. Atualmente, carecemos de um programa de intervenção específico para esta classe de pacientes. No entanto, sua eficácia ou validade clínica não pôde ser comprovada, pois não foi aplicado a nenhum paciente com essas características. Este programa não pretende sua finalidade curativa, já que se trata de uma doença neurológica crônica, mas sim uma manutenção das funções cognitivas e físicas até que a doença avance e leve o paciente a um estado assistencial. Um de seus pontos fortes é a atenção específica com o ambiente do paciente, parte vital do processo terapêutico.
O Mestrado em Neurorreabilitação do ISEP aborda em profundidade a Doença de Parkinson e seus diferentes tratamentos e intervenções. Não hesite em pedir informações!