Save the Children publicou um novo relatório onde descreve o bullying escolar e o cyberbullying como duas formas cada vez mais frequentes de violência contra a infância na Espanha e realiza uma análise integral para orientar as propostas de atuação dos diversos atores e instituições envolvidos na proteção das crianças (família, educadores, escolas, etc.).
A Espanha é um país onde o bullying escolar e o cyberbullying não são abordados de acordo com sua gravidade, dadas as repercussões negativas no bem-estar e desenvolvimento dos menores. O relatório, além de propor e desenvolver diretrizes para um protocolo de atuação, apresenta dados de um estudo realizado pela mesma organização com mais de cem crianças espanholas entre 8 e 13 anos e vinte professores do ensino fundamental e médio sobre sua percepção da violência e experiências a respeito.
Os resultados são alarmantes, dado que uma porcentagem muito alta de crianças foi vítima de bullying escolar, cerca de 40%, e mais da metade observou alguma situação desse tipo. Outro dado relevante é que os menores não possuem conhecimentos para o manejo online de situações de cyberbullying e que os professores não sabem como enfrentar ambas as formas de violência e reconhecem a necessidade de formação para contar com as ferramentas de detecção, notificação e atuação frente ao bullying escolar e ao cyberbullying.
A Save the Children elaborou este relatório e sua proposta de Protocolo de atuação frente ao bullying escolar e ao cyberbullying baseando-se em uma investigação e estudo rigoroso do arcabouço normativo vigente (autonômico, europeu e mundial) e na revisão bibliográfica mais recente. Suas orientações partem de uma abordagem holística e integral e são chaves para que cada protagonista (responsáveis educativos, educadores e pais) exerça sua responsabilidade na prevenção, proteção e atenção das crianças diante deste tipo de violência.
Consulte o relatório completo da Save the Children: Bullying escolar e cyberbullying: propostas para a ação
