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Características Comuns das Vítimas de Grooming

master psicologia infantil

Atualmente, com todo o crescimento e facilidade de acesso às novas tecnologias e à Internet, nossa sociedade desfruta de uma grande quantidade de benefícios em todos os âmbitos. No entanto, tudo isso também tem gerado uma série de problemas e ameaças, como é o caso do grooming, um fenômeno que detalhamos a seguir.

O que é grooming?

Gromin, groming, groomin…a verdade é que às vezes nos custa familiarizarmo-nos corretamente com a expressão correta de alguns anglicismos; o termo correto é “Grooming”.

O grooming é um problema relacionado com a segurança dos menores quando navegam pelas redes sociais, que consiste em ações premeditadas por parte de um adulto com o fim de estreitar laços de amizade com um menor para obter satisfação sexual mediante imagens eróticas ou pornográficas do menor ou, inclusive, como premissa para um encontro sexual.

Normalmente, os groomers se fazem passar por menores de idade para poder contactar as crianças, ganhar sua confiança e conseguir que lhes enviem fotos ou vídeos comprometidos (de nudez ou atitudes sexuais explícitas) para depois manipulá-los a revelá-los publicamente e assim conseguir um abuso sexual na realidade.
As principais dificuldades para deter e acabar com o groomer se devem ao anonimato dos delinquentes, à inocência ou excesso de confiança dos menores e à fácil acessibilidade às redes sociais na Internet.

Apesar de que estas situações começam na rede, com frequência costumam transcender ao mundo físico, derivando em delitos tais como o tráfico de pornografia infantil ou o abuso físico a menores.

Como psicólogos, é importante determinar se nossos pacientes infantis e, sobretudo, adolescentes passam muito tempo em frente ao computador. Entender a psicologia da vítima é chave.

Às vítimas do abuso, deve-se perguntar o que fazem, se conversam com amigos, sobre o que falam e como são “esses amigos”. Observar a atitude mais ou menos aberta do adolescente para falar sobre este tema pode ser um sinal muito útil para saber se “algo está acontecendo”.

Características do grooming e suas vítimas

De fato, as vítimas de grooming apresentam algumas características comuns (Cañeque, 2014):

– Retraimento social: observam-se mudanças na maneira de se relacionar, ou seja, ou há uma falta de defesa ou uma reação exagerada diante de supostas brincadeiras ou ações públicas.
– Reserva excessiva para se comunicar com outros.
– Modificação em sua linguagem corporal diante de adultos, observando-se em ocasiões a cabeça baixa, a falta de contato ocular, rejeição a estar com adultos.
– Alterações no rendimento escolar.
– Mudanças de humor: tristeza, apatia e desmotivação geral.
– Explosões de raiva.
– Procuram se ocultar ou se afastar quando usam o celular.
– Podem apresentar medo de sair de casa.
– Sintomas psicossomáticos como: dores de cabeça, náuseas, tonturas, ataques de ansiedade, lesões físicas sem justificar ou diarreias frequentes.

Como prevenir o grooming

Caso se observe a criança ou adolescente desconfortável com as perguntas ou muito receoso em dar este tipo de informação, deve-se informar aos pais para que regulem as horas de computador que a criança utiliza diariamente e, sobretudo, para que conscientizem seus filhos a respeito do uso responsável das TICs, fazendo ênfase em:

– Não fornecer informações pessoais publicamente.
– Não enviar fotos a desconhecidos e, diretamente, não falar com eles.
– Validar a identidade do contato que quer ser adicionado como “amigo” nas redes sociais.
– Não conectar a webcam com desconhecidos.
– Empregar uma fotografia de algum personagem de ficção para os perfis das crianças menores de idade.
– Ter senhas “fortes”
– Guardar as provas quando o assédio persistir (capturas de tela, mensagens do chat, conversas de WhatsApp, SMS, e-mails, etc.) já que serão necessárias para apresentar posteriormente uma denúncia.

Se uma criança foi vítima de grooming, é importante evitar que se sinta culpada; deve-se enfrentar a situação com a maior calma possível, fazendo a criança entender que vamos ajudá-la incondicionalmente, que ela foi a vítima e devemos conhecer todos os detalhes. (Cañeque, 2014).

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