O Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT) é um dos transtornos mais fáceis de serem negligenciados porque geralmente é acompanhado por outras patologias. María Isabel Thomas Soto, aluna do Mestrado em Psicologia Clínica e da Saúde, revisa em seu trabalho de conclusão de mestrado estudos e pesquisas que evidenciam que o TEPT apresenta uma alta comorbidade psiquiátrica com patologias do EIXO I, em especial com quadros como a depressão, transtornos de ansiedade ou consumo de álcool ou outras substâncias. A sintomatologia de TEPT pode ser mascarada e interromper seu diagnóstico. Carvajal (2002) faz alusão a que, em ocasiões, os sintomas pós-traumáticos se ocultariam em alguma comorbidade psiquiátrica, aparecendo apenas como um quadro subsindrômico ou, inclusive, se apresentariam de forma retardada (meses ou anos pós-acidente), período no qual muitos dos quadros de TEPT são “negligenciados”, existindo uma alta probabilidade de não serem tratados ou de receberem tratamentos pouco eficazes.
Atualmente, o TEPT é um problema de saúde pública pelo mal-estar que gera nas pessoas, que muitas vezes se veem incapacitadas de seguir com sua rotina diária. Gera custos elevados devido ao fato de serem oferecidos ao paciente tratamentos inadequados e ineficazes por não ser detectado, o que leva muitas pessoas a se transformarem em pacientes crônicos e dependentes do sistema de saúde.
É dever do profissional que realiza a avaliação detectar e/ou discriminar o diagnóstico de TEPT e/ou alguma eventual comorbidade. Daí que sua autora investigue nesta monografia para conhecer os principais fatores etiológicos e comorbidades mais frequentes com as quais o TEPT se apresenta, para conseguir o diagnóstico diferencial e intervir com o tratamento mais efetivo.
Nossa aluna María Isabel Thomas Soto considera de vital importância aprofundar sobre a informação e etiologia que existe a respeito deste transtorno, que se mostra tão escorregadio. Em seguida, realiza uma revisão a respeito das importantes mudanças neurobiológicas que se apresentam na manifestação deste transtorno para, posteriormente, abordar as comorbidades do EIXO I que se apresentam com mais frequência junto ao TEPT.
O trabalho dedica uma seção à importância da prevenção, assim como também à detecção e pesquisa oportuna do quadro diagnóstico de TEPT, levando em conta certos fatores importantes sugeridos dentro da literatura atual como os mais eficazes para seu tratamento.
Consulte o trabalho final do Mestrado em Psicologia Clínica e da Saúde de María Isabel Thomas Soto: Transtorno de estresse pós-traumático. Um quadro de diagnóstico além do evidente